Cronologia
A génese

É publicado o livro «Una visión de futuro de la gestión pública y la relación con el ciudadano» (Uma visão de futuro da gestão pública e da relação com o cidadão).
Depois de 20 anos de experiência em empresas internacionais e em consultoria, Iván Nabalón junta a sua paixão pela tecnologia à experiência em projetos na administração pública e escreve o livro, génese da fundação.
No auge da sua carreira profissional encontra o seu propósito: perceber como a tecnologia pode melhorar a vida das pessoas através do fortalecimento da democracia.
Deixa o cargo de membro executivo numa consultora internacional de gestão para criar um projeto de transformação da democracia.
Nasce a civitana.org

É criada a civitana.org, a primeira rede do mundo de participação cidadã com garantia legal.
Reúne recursos junto de familiares e amigos para criar a civitana.org, a primeira rede de participação cidadã com garantia legal, unindo assim a eficiência da tecnologia das redes sociais à segurança e à legitimidade de uma primeira versão de um cartão de cidadão eletrónico fácil de usar.
É criada a primeira versão da Electronic IDentification, uma assinatura digital fácil de usar, e do VideoID, que permite algo inédito até então: a identificação remota de cidadãos à distância com a mesma segurança técnica de uma identificação presencial.
O projeto fracassa
O projeto civitana.org fracassa. Os motivos são vários: chega demasiado cedo, não há tempo para explicar o seu valor aos cidadãos, não existe regulamentação que permita a identificação à distância e os recursos esgotam-se.
No entanto, a tecnologia que criámos para identificar as pessoas à distância (a videoidentificação) começa a ser apresentada a bancos e seguradoras. O setor financeiro atravessava então uma fase de racionalização, com fusões e encerramento de balcões físicos. O canal online começa a ganhar maior relevância e percebemos que o projeto pode ter uma segunda oportunidade.
Nasce a Electronic IDentification (eID)

Os bancos acompanham-nos junto do regulador que exige uma identificação segura para a realização de transações financeiras: o SEPBLAC, a unidade de informação financeira espanhola de prevenção do branqueamento de capitais e das infrações monetárias. Depois de conhecer a tecnologia, e com o tempo, o regulador decide criar uma regulamentação pioneira a nível mundial que permite aos bancos identificar as pessoas no canal online através da videoidentificação.
A regulamentação permite aos bancos integrar esta identificação e captar novos clientes online, criando uma oportunidade e, em última análise, uma nova indústria no âmbito da segurança eletrónica. A Civitana, enquanto primeira empresa a desenvolver a tecnologia de videoidentificação, transforma-se na Electronic IDentification (eID), dando assim uma nova oportunidade ao projeto no setor privado.
Internacionalização

Durante este período, a eID consolidou-se como o primeiro prestador de serviços de confiança do mundo a oferecer uma assinatura digital qualificada com plena equivalência jurídica à assinatura manuscrita. Este marco não foi apenas uma conquista tecnológica, mas também um profundo processo de aprendizagem regulamentar e de execução técnica.
Levando connosco o desenvolvimento regulamentar pioneiro de Espanha e da Europa, colaborámos com os reguladores em matéria de identidade digital em 4 continentes e em mais de 50 países, da China, do Japão ou do Vietname até aos EUA e a todos os países da América Latina.
Esta etapa foi decisiva não só pelo crescimento comercial, mas também pelo desenvolvimento e pela aprendizagem profunda com uma visão global. Tornámo-nos uma referência técnica, adquirindo a autoridade e a capacidade de influência necessárias para compreender como a identidade digital poderia, no futuro, proteger não só as transações financeiras ou no setor da saúde, mas também os direitos fundamentais dos cidadãos, abrindo caminho à sua participação ativa na vida pública.
Impacto na democracia

Este ano colaboramos com o Instituto de Empresa num estudo assente na premissa de que a confiança social, apoiada numa identidade oficial sólida, é o pilar das sociedades modernas, ao gerar a confiança necessária para relações seguras. Descobrimos que existe uma correlação direta entre a solidez institucional e o bem-estar dos cidadãos: cada ponto percentual de progresso no índice de democracia da The Economist gera um impacto positivo de 13,6 % na qualidade de vida. Este progresso traduz-se num aumento de 13 286 dólares no rendimento per capita, num ganho de 2,6 anos na esperança de vida e numa redução de 2 pontos no coeficiente de desigualdade, demonstrando que o fortalecimento democrático se traduz diretamente em prosperidade económica e equidade social.
No verão de 2020, a eID ganhou o maior contrato da Europa para digitalizar o cartão da segurança social em França, destinado a mais de 45 milhões de cidadãos, superando na altura concorrentes de primeira linha franceses e alemães.
Desde então, a tecnologia de identidade digital criada na civitana.org tornou-se a norma na internet para a identificação diária de milhões de pessoas, não só no setor financeiro, mas também noutros setores regulados, como a saúde ou a administração pública — o objetivo para o qual tinha nascido oito anos antes.
Venda da eID
A aquisição da eID pelo grupo norueguês Signicat marcou o fim de uma etapa de sucesso no setor privado e atuou como o catalisador definitivo para o propósito original. Esta alienação proporcionou os recursos e a liberdade necessários para canalizar todo o conhecimento acumulado para o desenvolvimento de uma infraestrutura tecnológica ao serviço exclusivo do cidadão e do fortalecimento da democracia.
Após anos a criar, desenvolver e escalar a tecnologia de identidade digital no setor privado, acumulámos o conhecimento e os recursos necessários para fechar o ciclo original: colocar esta mesma potência tecnológica ao serviço do cidadão e da democracia, que sempre foi o nosso propósito.
Esta etapa termina também com a normalização regulamentar global deste tipo de identidade em setores fortemente regulados, como o financeiro, a saúde ou a administração pública. Trata-se de um ponto de viragem na era da internet, porque viabiliza juridicamente a legitimidade online e relações seguras e privadas, incluindo o exercício da soberania dos cidadãos em democracia.
É criada a Fundação

Retomamos o projeto de uma vida: mudar a nossa forma de convivência em democracia através de uma participação segura e ativa na vida pública. Com toda a experiência acumulada ao longo destes anos, criamos a Fundación Civitana.
A fundação inicia a análise e o desenvolvimento de uma tecnologia de identidade digital própria, com a visão de criar uma nova geração de identidade digital evoluída que os cidadãos possam adotar no dia a dia para transações seguras na internet. A visão é que se torne a espinha dorsal das democracias modernas, ao viabilizar, pela primeira vez na história, um mecanismo seguro, que garanta a privacidade e seja totalmente fiável para qualquer transação, em especial para a sistematização da participação dos cidadãos na vida pública.
Lançamento da Civitana.ID
A fundação conclui o desenvolvimento de uma tecnologia complexa, destinada a mudar o mundo tal como o conhecemos. Torna-se, além disso, prestador de serviços de confiança e autoridade de certificação nos termos do Regulamento eIDAS (Regulamento (UE) n.º 910/2014), o que lhe confere a confiança da certificação de segurança eletrónica mais exigente para emitir identidades digitais aos cidadãos.
